2 de maio de 2013

"Vamos à nossa Biblioteca" (Turmas do 1º CEB )

Os alunos do 3ºano, vieram à Biblioteca para ouvir uma história no passado dia 09 de abril de 2013. Como Tinham ido visitar o Museu do Pão na semana anterior, complementou-se a informação recebida com duas histórias sobre o pão. O primeiro livro trabalhado em sala de aula pela docente titular, Mª da Luz Teodoro foi "O ciclo do Pão" de  Cristina Quental e Mariana Magalhães,e na Biblioteca ouviram a prof. Céu contar a história "O pão dos Outros" de Michèle Lochak. Os alunos ouviram e aprenderam ainda a música do Ciclo do Pão (Youtube) e por fim inventaram as suas próprias histórias sobre o pão, que iremos deixar aqui para os interessados:

MUSEU DO PÃO (Diogo Pedro, Tomás Cruz e Ricardo Francisco)

  Era uma vez uma azenha avariada que, um dia, um homem comprou a um moleiro. Certo dia, o homem pensou em arranjá-la, fez uma horta, semeou o trigo, colheu-o e ceifou-o, meteu-o na azenha. O Homem pensou: - Onde vou meter a farinha?
 Então, ele construiu uma padaria logo ao lado da azenha. A padaria ficou famosa porque era a melhor de Portugal inteiro. As pessoas coscuvilhavam até que um dia, uma perguntou:
- Porque não constroí um museu?
O homem disse: 
- Ainda não tinha pensado nisso e não tenho dinheiro. 
A mulher espalhou a mensagem a todos os seus conhecidos. Pensaram em fazer uma campanha para a padaria e conseguir um museu. A Campanha dizia o seguinte: "Doem cinco euros para a padaria e para construir um Museu!"
Ao fim de um mês já tinham angariado o suficiente. De seguida o museu começou a ser construído. Ao fim de sete meses o museu estava acabado. O homem deu-lhe o nome de "Museu do Pão" e assim o homem teve o seu museu.

O PADEIRO E O PÃO MÁGICO (Tomás Francisco e Francisco Nicolau)

    Era uma vez um padeiro que amassou pão e o pôs no forno quando ouviu o pão a falar:
-oh,oh,oh!
O padeiro, espantado, disse: 
- Mas quem está a falar?
- Sou eu, o pão!
-Mas o pão não fala!? disse o padeiro.
-Eu falo porque sou um pão mágico. Respondeu o pão.
- Porque é que és mágico?
- Porque foi feito com farinha mágica que vem de um trigo mágico que nasceu numa terra mágica abençoada  por uma fada que se chama Mimi.
O padeiro ficou admirado. Guardou o pão mágico para que este o ajudasse a fazer mais pães com os seus conselhos e assim saber qual o pão que as pessoas mais gostavam. O pão mágico ficou como ajudante do padeiro e ficaram muito ricos.

O PÃO E O PADEIRO (Verónica Marques e Beatriz Mendes)

Era uma vez um padeiro chamado José Estevão quee era alto, gordinho, com cabelo preto, olhos verdes e era ainda muito simpático. Um dia, decidiu plantar trigo. Primeiro plantou, regou e quando ficou maior, cortou e transportou-o. De seguida, debolhou-o e meteu-o numa saca. José Estevão levou depois as sacas para o moinho. Quando a farinha já estava pronta, levou-a para a fábrica.
-Eu vou fazer um pão branco!dizia ele.
Quando ele estava a fazer o pãp branco com côdea branca veio uma empregada que disse:
- Então Senhor Padeiro, o que está a fazer?
- Eu estou a fazer um pão branco.
Então ela ajudou o senhor padeiro José.  Quando eles acabaram de fazer o pão branco, começaram a comê-lo. Depois de o terem comido, o padeiro e a empregada disseram ao mesmo tempo:
- Que pão delicioso!
- E que tal fazemos outro pão juntos? perguntou a empregada.
- Que bela sugestão- disse o padeiro.
Os dois foram semear centeio para fazer um pão integral. Depois de alguns meses colheram o centeio, transportaram-no até ao moinho e quando a farinha já estava pronta, levaram-na para a padaria. Estavam a fazer o pão quando um empregado apareceu e perguntou-lhes:
- O que estão a fazer?
- Estamos a fazer um pão de centeio!
Quando o pão estava cozinhado, eles comeram-no e disseram os três ao mesmo tempo:
- Huuuummmm que delícia, temos que voltar a fazer este pão porque estava mesmo delicioso. 
Depois cada um foi para a sua casa.

A VIAGEM DO PÃO (Mª Eduarda Matias, Érica Bartolomeu)

   Era uma vez um padeiro que era alto, tinha cabelo castanho e era bom a fazer pão. Um dia ele decidiu fazer um pão diferente que se ia chamar "pão de sementes" porque ia ser feito de sementes. O pão fazia-se com farinha, água, sementes, sal e fermento e ia ao forno meia hora. Um dia, a farinha acabou-se e tiveram de ir buscar trigo, centeio e milho ao campo. Quando acabaram de colhê-los, levaram-nos ao moinho e pediram a uma senhora para fazer farinha. Quando a senhora acabou, o padeiro foi buscar a farinha. E desde aí, ia todos os dias buscar trigo, centeio e milho para fazer o pão.


A FARINHA DE CENTEIO (Beatriz Silva e Catarina Bartolomeu)

   Era uma vez um menino chamado João a quem a mãe disse:
- Meu querido filho, podes ir à padaria, se faz favor, comprar pão de centeio?
O menino respondeu:
- Claro que sim, mãe!
   No meio do caminho, ele lembrou-se que tinha deixado o dinheiro em casa, então ele parou e voltou novamente para buscar o dinheiro. No fim de ter o dinheiro e estar na padaria, finalmente perguntou ao padeiro:
- Senhor Padeiro, tem pão de centeio?
   O padeiro respondeu com muita grandeza:
- Meu menino, peço imensa desculpa, mas já não temos pão de centeio.
O menino respondeu ao padeiro sem ter medo:
- Então porque é que não o fazemos nós?
- Que boa ideia, mas o moinho avariou, és capaz de me ajudar?
   Quando iam para o moinho, encontraram os amigos de João. E estes disseram:
- Onde é que vão?
- Nós vamos ao moinho e vamos aranjá-lo. Querem vir connosco?
   Eles responderam que sim e continuaram juntos. Quando chegaram ao moinho, já o tinham arranjado e o padeiro não sabia de nada. Disse ao menino:
- Viemos aqui para nada!
   Mas o João disse ao padeiro:
- Ainda nos falta uma coisa...Ah! Já sei! É o pão de centeio! Vamos fazê-lo?
   Os meninos, que eram um pouco tolos, disseram:
- Mas nem sequer existe este pão!
   Quando já tinham feito o pão de centeio, o João percebeu que afinal havia vários tipos de farinha que são o trigo, o centeio e o milho. E os amigos de João ficaram arrependidos de dizer que a farinha de centeio nem sequer existia!


O MOINHO (Inês Mendes e Beatriz Damas)

    Era uma vez um moleiro que trabalhava num moinho. O moleiro semeou trigo, milho e centeio, regou-os e depois de os colher, levou-os para o moinho para os malhar.
Ele pediu ajuda ao seu vizinho Joaquim que disse que sim e malharam os grãos e colocaram-nos em sacas para depois porem na mó do moinho.
Quando já estava pronta a farinha, meteram-na em sacas. Como não havia vento, as máquinas pararam então usaram a farinha com fermento e sal  e acenderam o forno para cozer  pão. No dia seguinte o sol desapareceu e veio vento e as velas do moinho começaram de novo a rodar e as máquinas a trabalhar.
O Moleiro começou então a fazer as entregas de sacas de farinha para as pessoas poderem fazer de comer. 
O Moleiro e o vizinho fartaram-se de trabalhar, mas não se importavam porque tinham ajuda das crianças da aldeia e eles sentiam-se felizes.

O PADEIRO (Margarida Agostinho e Adelina Moreira)


    Um belo dia, o João acordou do seu belo sono e foi tomar um belo banho. Vestiu-se com roupa branca e um chapéu de padeiro. Desceu as escadas e foi até à cozinha tomar o pequeno-almoço.
A mãe perguntou: 
-Porque estás a usar roupa branca e um chapéu branco e tens farinha no nariz?
O João respondeu: 
- Porque o Sr. Artur me fez um convite para ir lá trabalhar na padaria.
A mãe respondeu com uma voz zangada:
- Tu não vais trabalhar! Ainda não tens idade!
- Vá lá, va lá...! Respondeu o João a fazer birra. A chorar, o menino foi para o quarto.
De repente teve uma grande ideia que era fugir pela janela. Foi até à padaria e começou a trabalhar.
A mãe chamou-o para ir almoçar. Camou, chamou, mas o João não respondia. A mãe foi ao quarto e não o viu, então foi à padaria. Viu-o a fazer um pão que parecia ser delicioso. Então disse ao filho que poderia continuar a trabalhar na padaria. E a partir desse dia, o João foi o melhor padeiro de sempre da aldeia.

1 de junho de 2012

A Valnor Veio à Escola outra vez!!!

Mais uma vez a Valnor presenteou-nos com uma visita didática em que os alunos do Jardim de Infância e do 1º CEB aprenderam de forma divertida a reciclar. Atravès de um Jogo da Glória super gigante, onde eles eram as peças do jogo, os petizes puderam relembrar as regras fundamentais da Reciclagem e da Cidadania!!!

ESCRITA CRIATIVA TURMA C DO 1º CEB

Os alunos da Turma C do 1º Ciclo do nosso Agrupamento escreveram  e ilustraram algumas histórias que aqui deixamos:


23 de fevereiro de 2012

Formação ao Utilizador da BE

Amanhã irá decorrer na Biblioteca Escolar mais uma formação aos utilizadores, ensinando a construir um Blog. Todos os alunos, professores ou assistentes operacionais interessados deverão inscrever-se junto da assistente operacional da biblioteca.

Para mais informação sobre o que é um Blog e qual a sua importância, ou utilização, deixamos aqui estes dois pequenos vídeos:


CONCURSO NACIONAL DE LEITURA (Plano Nacional de Leitura)

Tal como em anos anteriores, e levando em conta a necessidade de promover a leitura nas escolas de uma forma lúdica, o PNL / Plano Nacional de Leitura – em articulação com a DGLB / Direcção-Geral do Livro e das Bibliotecas e com a RBE / Rede das Bibliotecas Escolares – promoveu o Concurso Nacional de Leitura. Tendo como objectivo estimular a prática da leitura entre os alunos do 3º Ciclo do Ensino Básico e do Ensino Secundário, o concurso pretende avaliar a leitura de obras literárias pelos estudantes desses graus de ensino.
Após uma 1ª fase realizada a nível de escola, ficaram apuradas para a fase distrital, a realizar na Biblioteca Municipal de Vila Velha de Ródão, no próximo dia 20 de abril de 2012, as alunas Catarina Santos e Cátia Neiva do 7ºA, e ainda Cláudia Proença do 9ºA.
As obras selecionadas para leitura são Ricardo, o radical de Maria Teresa Maia Gonzalez , e Filhos de Montepó, de António Mota.

CONCURSO DE LEITURA 2º CICLO - INTERCONCELHIO

    UM PEQUENO DESAFIO PARA GRANDES LEITORES

     O grupo de trabalho composto pelos professores bibliotecários dos concelhos de Castelo Branco e Vila Velha de Ródão, em colaboração com a Biblioteca Municipal de Castelo Branco, propôs-se, a nível local, realizar, como extensão do Concurso Nacional de Leitura dirigido anualmente pelo PNL aos alunos do 3.º CEB e do Ensino Secundário, uma iniciativa de promoção da leitura dirigida aos alunos do 2.º Ciclo do Ensino Básico. A atividade replica, no que toca a finalidades, logística e modalidades de participação, o concurso nacional, procurando responder à vontade de participação dos leitores mais novos, que tanta apetência e interesse manifestam pelo livro e por ações lúdicas e pedagógicas desta natureza.

     Concluído que está o apuramento dos finalistas locais, que se submeteram, em cada uma das suas escolas, a provas de seleção que englobaram, no conjunto dos 7 agrupamentos envolvidos, um total de 400 alunos, passar-se-á agora à prova final, que terá lugar no próximo dia 7 de março nas instalações da Biblioteca Municipal de Castelo Branco. A prova partirá da leitura obrigatória de duas obras selecionadas em função do nível etário dos alunos e incluirá, de acordo com o regulamento, uma etapa escrita e uma eliminatória oral para seleção dos vencedores. A organização está apostada em fazer desta iniciativa um momento de festa e de celebração do livro, sublinhando e dando primazia ao lado divertido e formativo da leitura, para que se aprofunde e prolongue, entre os mais novos, o gosto por esta coisa dos livros que neles se mostra já tão forte e genuína. 
     
      Na nossa escola, quem nos irá representar são as alunas Ana Gomes e Inês Agostinho Agostinho do 6ºA e Raquel Martins do 6ºB.


17 de maio de 2011

Literacia Digital - Formação aos utilizadores da Biblioteca Escolar


Nos próximos dias 18, 25 e 27 de Maio, os utilizadores da Biblioteca Escolar poderão assistir formações, de 2h15 cada, sobre as "ferramentas Google" e " Edição de imagem e programas gratuitos da Microsoft".


Estas formações pretendem dar respostas às necessidades apresentadas pelos utilizadores no decorrer do ano lectivo e têm ainda como objectivos melhorar o contacto dos alunos, docentes e assistentes operacionais com as tecnologias e apresentar as vantagens do uso de aplicações como ferramentas de apoio ao ensino. As inscrições poderão ser efectuadas na Biblioteca Escolar junto da assistente operacional ou da professora bibliotecária.
Venha e Participe!!!

30 de março de 2011

INQUÉRITO DE SATISFAÇÃO - 2º PERÍODO

Como já aconteceu no 1º período, a Biblioteca Escolar está interessada em ouvir tua opinião sobre as actividades desenvolvidas por ela, de forma a melhorar o seu desempenho e prestar um melhor serviço aos seus utilizadores. agradecemos desde já a sua participação! basta clicar no link que se encontra abaixo. Bem haja! https://spreadsheets.google.com/viewform?formkey=dDQ3S1BRZ3JXNV9fRTBVRk1OYUNsVGc6MQ

Primeira Mini feira do Livro da Biblioteca Escolar


Depois de uma semana da leitura rica em actividades, segue-se a primeira mini-feira do Livro da nossa Biblioteca Escolar. De 1 a 8 de Abril, a nossa Biblioteca vai ainda receber, além da feira do livro, algumas actividades incluídas na semana dos Departamentos. Dia 4 o Departamento de Expressões irá apresentar, de manhã uma palestra subordinada ao tema "Debate sobre Olimpíadas". Na terça-feira, poderão apreciar a exposição de trabalhos em Línguas, jogar jogos de conhecimento, participar numa caça ao tesouro linguística e ver um filme em Português. Na quarta-feira, dia 06, os pequeninos irão poder apreciar no pátio da entrada, uma exposição dos seus trabalhos, e na BE, a um teatro de fantoche e a uma coreografia. Na Quinta-feira iniciará a feira dos minerais, do Departamento de Ciências Exactas, e para finalizar, no último dia deste período lectivo, os alunos poderão visionar um documentário e um filme apresentados pelo Departamento de Ciências Humanas e acabar a tarde com um debate com os Encarregados de Educação sobre uma participação mais activa na vida escolar dos seus educandos.

29 de março de 2011

A solidão está dentro de mim (capítulo II)

Este texto, publicado aqui em vários capítulos é da autoria de Henrique Carvalhinho, auluno do 5ºB


CAPITULO 2


Assolado por pensamentos


Estava em casa atormentado, quando a minha mãe me chamou com a sua habitual voz serena. Mas aquilo era só a alma calma que eu queria sentir, pois quando a vi estava fula. Não sabia porquê, se calhar até sabia…Ela só podia estar a delirar, estava a gritar como se alguma coisa estivesse a cair do céu e nos atingisse a todos. Não, era algo pior, muito pior.

-Estás de castigo, chegar atrasado mas que história é essa? Para o quarto, já! Isto não é um pedido, é uma ordem! Vai, já!

Não tinha alternativa. Fui para o quarto, estava tão impressionado quanto ela, nunca nos tínhamos chateado. Mas há sempre uma primeira vês para tudo, não é? Mas agora o que mais me perturbava era o facto de não querer saber, como é que a minha mãe estava aqui, se me tinham telefonado a dizer que ela estava no Super Mercado.
Estava no meu quarto o que eu achava uma estupidez. Ao princípio era confortável mas depois, era insuportável, tão insuportável que … não sei, era uma sensação estranha.
Sentia um aperto no coração, o que era difícil para mim, porque nunca tinha sentido um assim tão forte. Estava horrorizado. Queria saber mais, queria sempre saber mais, isso para mim foi sempre um defeito, um defeito terrível, pelo menos um deles, não me importava, para mim isso era o menor dos problemas. Tinha outras coisas para resolver, muito piores.

Não queria saber. Se saísse daquela janela fora naquela plena noite ia acontecer o inesperado. Por isso o mínimo que podia fazer era dormir.

Mas porquê dormir? Porque é que não rabiscava no caderno? Assim dava asas à imaginação, muito melhor. Mas sempre me disseram que a dormir também se imagina. Por agora era a melhor opção, dormir. Acordei com a mente limpa, sem nada para dizer, não sabia se estava triste ou não, sentia-me bem, naturalmente bem. Só queria saber o que vinha a seguir, tinha medo de saber o que vinha a seguir, pois deixava-me sempre levar com aqueles ditados “A curiosidade matou o gato”.

Levantei-me, o que faço sempre todas as manhãs. Mas desta vez era diferente, muito diferente. Estava tudo do avesso, quer dizer nada me parecia igual: não ouvia a minha mãe a chamar os meus irmãos para o pequeno-almoço, o que não era habitual, nada habitual. Fui para ao pé da janela, uma árvore estava a mexer-se. Era o vento? Não, não era o vento, não havia vento. Era uma espécie de sinal, um sinal difícil de compreender, como se fosse alguém a tentar chamar-me.

Olhei para baixo, vi uma pessoa que rapidamente desapareceu. Não conseguia lembrar-me da árvore, desde pequeno que vivia naquela casa e não havia árvore, nenhuma árvore. Aquele dia não podia ser mais estranho: primeiro, a minha mãe não chama pelos meus irmãos, segundo, uma árvore a mexer sem vento? Só podiam estar a brincar comigo, aquilo não era normal, nem nunca foi, só queria tentar saber que sinais eram aqueles.

- Por que é que só me acontece a mim?! Estava irado e tão confuso que mandei para o chão o que queria que perdurasse para todo o sempre. A fotografia do meu pai, a única que tinha. Agora estava claramente amargurado e irado. Aquilo era a única coisa que fazia o meu coração pensar que a realidade que vivia era o sonho inexecutável. Mas essa ilusão tinha sido quebrada. Tinha voltado ao que era antes, solitário. Agora queria praticar o que nunca tinha sido praticado, nem ousado fazer, esconder o meu ser de todos os que amo e não amo, num sito ermo, longínquo. Isso era a primeira opção, a segunda era … ignorar tudo o que se tinha passado e continuar a minha vida nova, isolada, ou… descobrir os mistérios que a vida me ia deixando.

Imediatamente ouvi o grito do meu irmão, vinha do seu quarto. Fui até lá, não vi ninguém. Procurei em todos os recantos da casa. Nenhum rasto dele. Tudo o que eu mais gostava considerava-se desaparecido, destruído. Se não fosse aquela noite em que o meu pai desapareceu na lucidez das estrelas, logo ao meu nascer. Se não nascesse, nada disto teria acontecido. Mas porquê eu descobrir os enigmas da morte, da vida, a magia da lucidez das estrelas da noite?
Desde 3 de Abril, o dia em que nasci e, até agora, todos os anos nesse dia a solidão instala-se no meu corpo, fico com um ar pálido e o imprevisto acontece.
Na noite passada surgiu o que eu nunca teria pensado que ia aparecer. Estava desprotegido, não consegui controlar-me, chorei com muita vontade, jamais resistiria ao ataque da noite, pelo que mais temia.

No meu coração o meu pai ainda existia, mas não era a mesma coisa: antes sonhava com ele como nunca ninguém tinha sonhado, pensava que a aura dele viajava entre mundos para me ver. Essa certeza, tinha-me fugido.
O som instalou-se na minha cabeça.
-Não sejas perseguido, persegue…. Não sejas perseguido persegue…. Não sejas perseguido, persegue. Ouvi aqueles sons, pareciam a mensagem que ia desvendar tudo, todo o mistério que havia na minha vida. Mas aquilo não parecia nada, não havia palavra que explicasse o sentido perverso e contra verso da minha vida. Por isso decidi focar-me na árvore, na minha mãe, em tudo.

Ainda tinha de descobrir porque é que aquele homem estava no meu quintal logo neste dia, só neste dia, o dia depois do meu aniversário. Mas como é que ia encontrar aquele homem, se nem sequer lhe vi o rosto? Esperar pelo próximo 3 de Abril? Isso ia demorar uma eternidade.

Fui chamar pela minha mãe, não respondia. Sentei-me no chão em cima da carpete.

- Não… não… não… porquê eu? Por favor não me façam mal, por favor. Não me ponham esta vida, estou a pedir-vos! O vento entrou pela janela partiu o vidro, obrigou-me a largar a carpete. Sai pela janela, estava num tornado, não sentia as pernas, já não sentia o coração, os meus olhos fecharam-se, só havia escuridão.

Acordei, estava no meu quarto. Atordoado. Como é que tudo estava no sítio? Aquilo não tinha sido uma ilusão, era realidade, sentia-o nos meus ossos. Mas no meio da minha confusão mental, vi no chão um papel, li-o:
“ Não me tentes procurar, senão matar-te-ei quando menos esperares…”
Estava martirizado. Assustado. Ninguém queria saber de mim, alguns tratavam-me bem, mas em geral ninguém queria saber de mim. Queria desaparecer, queria morrer. Mas nada disso ia servir. Iam continuar a censurar-me, tinha de continuar a ignorar. Mesmo no oculto das almas iam-me tirar o pouco de coração, o coração que nunca devia ter tido vida.

19 de março de 2011

A Solidão está dentro de mim (capítulo I)

Este texto, que iremos divulgar em vários capítulos até o final do ano lectivo, é da autoria de Henrique Carvalhinho, aluno do 5ºB.

CAPITULO 1


O que eu esperava já veio


Era eu, o pequeno, a quem chamavam «minorca». Ignoravam-me de tal maneira que já não me importava se o fizessem ou não. Ia para um sítio onde ninguém me encontrava, nem conhecia. Só sabia uma coisa, aquele era o meu lugar especial.


A minha mãe era a minha fonte de apoio e confiança. Contava-lhe tudo com excepção do meu lugar especial.


Não sabia do meu pai, estava desaparecido. A minha mãe contava-me histórias sobre ele comigo, de que vagamente me lembrava.


Morava numa simples e vulgar aldeia, onde um segredo se propagava num abrir e fechar de olhos. Tinha o cabelo castanho que só cortava de ano em ano, olhos castanhos «quase para o preto» - dizia a minha mãe quando eu falava neles.


Estava no meu lugar especial. Ouvi qualquer coisa. Uma breve brisa a bater nas folhas secas do chão? Não. Não. Não podia ser! Era aquele que me intimidava dia e noite, o que me fazia pensar que não devia existir. Desapareceu, simplesmente desapareceu. Estávamos a 3 de Abril, o dia a que eu chamava «aterrador». Ajoelhei-me e comecei a chorar. (Continua...)

9 de março de 2011

Cartaz de Março


Dia 11 de Março às 14h00

"O PRÍNCIPE DA PÉRSIA"

Sinopse: Um príncipe guerreiro e uma misteriosa princesa lutam contra forças obscuras para proteger uma antiga adaga capaz de libertar as Areias do Tempo – um dom dos deuses que dá à pessoa que o possui o poder de controlar o mundo.






Dia 18 às 14h00

"ASTROBOY"

Sinopse: Na futurista Metro City, Astro Boy (Freddie Highmore) é um jovem robô com incríveis poderes criado por um cientista à imagem do filho perdido. Na busca por aceitação, Astro Boy embarca em uma jornada que mudará para sempre sua vida de robô.



Dia 25 às 14h00 (integrado nas actividades da Semana da Leitura)

"O HOMEM QUE PLANTAVA ÁRVORES"

Sinopse: Esta animação delicada e única, vencedora do OSCAR® de filme curto de animação, é um tributo ao trabalho árduo e à paciência.

Conta a história de um homem bom e simples, um pastor que, em total sintonia com a natureza, faz crescer uma floresta onde antes era uma região árida e inóspita. As sementes por ele plantadas representam a esperança de que podemos deixar pra trás um mundo mais belo e promissor do que aquele que herdamos.

O medo do amor

Medo de amar?
Parece um absurdo, com tantos outros medos que temos que enfrentar. Medo da violência, medo da independência e solidão. Mas absurdo ou não, o medo de amar se instala entre as nossas vidas e nós sabemos o porquê. O amor, tão nobre, tão denso, tão intenso, acaba. Atacamos por dentro, faz um corte profundo que vai do peito até ao coração, o amor se enterra bruscamente porque de repente uma terceira pessoa surgiu ou simplesmente porque não há mais interesse ou atracção, sei lá, vai-se lá saber o que interrompe um sentimento, é mistério indecifrável. Mas o amor termina, mal-agradecido, termina e termina só de um lado, nunca se acaba nos dois corações ao mesmo tempo, desacelera um antes do outro, e vai um pouco de dor para cada canto. Dói em quem tomou a iniciativa de acabar, porque acabar não é fácil, quebrar rotinas é sempre dramático. Além do amor existe a amizade que permanece e a presença com que se costuma, acabar um amor não é só falar, é facto de grande responsabilidade, é uma ferida que se abre no corpo do outro e em nós próprios, ainda que com menos gravidade. E ter o amor rejeitado, nem se fala, é ferida exposta, chora-se em público, encolhemos a alma, quase desejamos uma violência qualquer vinda da rua para esquecermos essa violência vinda do tempo gasto e vivido, esse assalto em que nos roubaram tudo, o amor e o que vêm com ele, confiança e estabilidade. Sem o amor, nada resta, a crença se desfaz, o romantismo perde o sentido, músicas idiotas nos fazem chorar dentro do carro. Passa a dor do amor, vem a trégua, o coração limpo de novo, os olhos novamente secos, a boca vazia. Nada de bom está a acontecer, mas também nada de ruim.
Um novo amor?
Nem pensar. Medo, respondemos. Que corajosos somos nós, que apesar de um medo tão justificado, amamos outra vez e todas as vezes que o amor nos chama, fingindo um pouco de resistência mas sabendo que para sempre é impossível recusá-lo.

Cláudia Vinagre (9ºA)- Texto vencedor do Concurso de Escrita Criativa do Dia dos Namorados

9 de fevereiro de 2011

Cartaz do mês de Fevereiro





Este mês os filmes projectados na Biblioteca serão os seguintes:




A FUGA DAS GALINHAS : 6ª feira, 4 de Fevereiro

Numa quinta dedicada à criação de galinhas , a galinha Ginger procura desesperadamente uma maneira de conseguir escapar ao fim trágico que os seus donos reservaram para ela e os seus companheiros de quinta.
Após várias tentativas não muito bem sucedidas, "voando", surge no galinheiro o galo Rocky, com uma ambiciosa promessa: ensinar as galinhas a voar. Mas o tempo de Ginger e Rocky é muito pouco: a família Tweedy, donos da granja, compraram uma máquina que faz tortas de galinha, e que rapidamente entrará em funcionamento e irá acabar com toda a população do local, apenas se o bravo Rocky conseguir impedir, com a ajuda de todos os habitantes do galinheiro, inclusAve os comedores de ovos – os nojentos ratos.

AVATAR: 6ª-FEIRA, 11 de Fevereiro

Avatar é um filme de ficção científica que conta a história de um conflito épico em Pandora, uma das luas de Polifemo, um dos três gigantes gasosos fictícios . Em Pandora, os colonizadores humanos e os nativos , os Na'vi, entram em guerra pelos recursos do planeta e a continuação da existência da espécie nativa. O título do filme refere-se aos corpos humano-Na'vo geneticamente modificados e remotamente controlados usados pelos personagens humanos do filme para interagir com os nativos.

Curiosidade:O orçamento do filme foi de 237 milhões de dólares e a facturação mundial no seu fim-de-semana de estreia foi de 232 180 000 de dólares.

A PAIXÃO DE SHAKESPEARE : 6ª feira, 18 de Fevereiro


Na semana de São Valentim : Viva o romance!

Na Londres de finais do século XVI, o dramaturgo William Shakespeare procura inspiração para quebrar o bloqueio na escrita da sua nova peça “Romeu e Ethel, a Filha do Pirata”. Uma das sua maiores fãs é Viola de Lesseps, uma bela jovem aristocrata que sonha em tornar-se actriz. Como as mulheres não estão autorizadas a actuar em palco, Viola decide vestir-se de homem e assumir a identidade de Master Thomas Kent durante as audições. Mas Shakespeare descobre a sua verdadeira identidade e declara-lhe o seu amor. O romance secreto torna-se agora a inspiração para a peça, entretanto chamada “Romeu e Julieta”.




HANNA MONTANA - THE MOVIE : 6ª Feira 25 de Fevereiro

De dia uma simples menina normal que estuda, à noite uma Popstar, Miley Stewart tem uma vida dupla. Ela esconde a sua identidade de todos excepto da família e dos amigos mais próximos. Inicialmente, uma série de sucesso na TV, este filme vem trazer mais um ar de graça à já famosa Hanna Montana. A não perder!!!!







8 de fevereiro de 2011

NEWSLETTER - Edição nº2

Já se encontra disponível no site da nossa Escola a Newsletter referente às actividades do 1º período deste ano lectivo da Biblioteca escolar. Para aceder ao mesmo va a
http://www.ebi-s-vicente-beira.rcts.pt e onde diz DIRECÇÃO (no topo) seleccione depois de entrar no site "Coordenações" e depois " Biblioteca Escolar". encontrará aí alguns dos documentos orientadores da BE e informações sobre esta.
Boas leituras!

11 de janeiro de 2011

calendário das Sessões de cinema na BE


SAGA TWILIGHT: Nos dias 7, 14 e 21 de Janeiro os alunos de S.Vicente da Beira poderão visionar os 3 primeiros filmes da famosa saga escrita por Stephenie Meyer: "crepúsculo", "lua Nova" e "Eclipse". Para quem gosta de histórias de Amor e de cinema Fantástico, esta é uma das sagas mais vistas dos últimos anos. Recomendamos a todos os fãs de vampiros!!





No dia 28 de Janeiro : O filme em cartaz é "O som do Coração", uma fabulosa história de um menino que procura os pais, que não conhece e que os descobre atravès da música. Porque o som do coração é mais forte que a razão dos homens, o amor vence tudo!





E se os sapos também se apaixonassem?


Era uma vez um sapo que se sentia muito estranho e que não sabia o que é que tinha. Os amigos tentaram ajudá-lo e um deles descobriu qual era o mal que deixava o seu amigo sapo com o coração a bater muito forte: afinal era o Amor. E por quem estava apaixonado o nosso lindo sapinho? Descobre lendo a maravilhosa história de "O Sapo apaixonado" de Max Velthuijs, da Editorial Caminho. Nesta bela história de Amor, onde as diferenças não são relevantes, vimos como o amor leva a fazer loucuras e que, quando é correspondido, é maravilhoso. recomenda-se a leitura para todas as idades...e não seja só porque vem aí o Dia dos namorados!
Equipa de bloggers

2 de dezembro de 2010

INQUÉRITO DE SATISFAÇÃO

A Biblioteca Escolar quer melhorar os serviços prestados aos seus utilizadores. Neste sentido estamos a desenvolver um inquérito de satisfação sobre as actividades de maior impacto já realizadas no ano lectivo em curso.
Agradecemos desde já a todos pela atenção e a participação.

PARA RESPONDER AO INQUÉRITO, CLIQUE NO TÍTULO DESTA MENSAGEM (EM CIMA)

8 de outubro de 2010

Biblioburro , uma forma diferente de fazer chegar livros às escolas



Em Portugal, em quase todas as escolas há uma biblioteca!
Nós não podemos desperdiçá-la como muitas pessoas fazem! Nalguns países há crianças que só podem ler uma história (ou nem isso) por mês! Temos que pensar em todas as crianças e adultos que não podem ler quando querem e que queriam! Temos que aproveitar o mundo que temos dentro da nossa biblioteca, porque cada livro é um mundo.

A blogger: Cláudia Vinagre (9ºA)

6 de outubro de 2010

A importância das Bibliotecas



O Mês de Outubro é o Mês Internacional das Bibliotecas Escolares, este ano com a temática " Diversidade, Desafio, Resiliência". Mas o que será isso de "resiliência"?
Fomos à Wikipédia e encontramos o seguinte: " a capacidade do indivíduo lidar com problemas, superar obstáculos ou resistir à pressão de situações adversas - choque, stresse, etc." Isto significa que cada um de nós, alunos, temos a capacidade de superar situações adversas. A biblioteca é o sítio onde podemos encontrar as ferramentas, os documentos que nos ajudam, todos os dias a superar os problemas que aparecem na escola e no nosso dia a dia.
Neste mês a nossa Biblioteca vai estar em festa e cheia de actividades para realizarmos com os nossos professores e nos intervalos: vamos ouvir poesia, Histórias e ver filmes, ler livros, ouvir música e fazer jogos de pista e quizz. E para finalizar o mês nada de melhor do que festejar o Halloween na nossa Biblioteca e transformá-la num antro de sabedoria aterradora!
Vem visitar-nos todos os dia e ver quais as novidades!

Os Bloggers da BE. de S.V.B